Raça

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Úrsula Nogueira Foto: Wilson Albino Pereira

Por: Wilson Albino Pereira

Se um esportista busca vitórias, afirma-se a seu respeito que ele é bom, muito bom.  De outro modo, se o atleta ignora dores, cansaços e limites, se é combativo e intenso – ou se, por causa do esforço, ele cai esgotado por terra, tais qualidades tornam-se representadas por uma só palavra: “raça”.

Na vida, quem tem raça rompe barreiras, quebra recordes e realiza, diante de olhares descrentes, o que, até então, era impossível. Há quatro anos, Úrsula Renata Nogueira dos Santos é  Coordenadora do jornalismo esportivo da Rádio Itatiaia.

Quem está lendo este texto agora e acompanha a programação esportiva da Itatiaia, talvez se pergunte: “O que há de novo nessa informação?”. Asseguro-lhes de que nada de novo haverá. O importante nesta história é a exigência de uma condição indispensável a quem sonha em brilhar.

Só mesmo uma mulher cheia de “raça” para reger, com maestria, uma equipe na qual a maioria são homens. Importante frisar que parte do grupo não fez faculdade mas, traz na bagagem 50 anos de experiência. A teoria que Úrsula Nogueira estudou na academia aliou-se à prática adquirida pelos veteranos. Juntos, eles celebram o equilíbrio.

Sobre os desafios de se manter em um cargo, que geralmente, não é destinado às mulheres, Úrsula Nogueira afirma, que por meio do curso de jornalismo do UniBH, adquiriu autoconfiança e conhecimento, ferramentas essenciais ao profissional que têm objetivos.

Independentemente de gênero, homens e mulheres podem sim. ocupar os mesmos cargos, desde que estejam preparados para enfrentar os desafios. “A leitura de livros técnicos e de jornais especializados foram importantes  em meu caso. O estudo diminuiu preconceitos, proporcionou estabilidade e ajudou na conquista de um espaço para o qual ser homem era requisito básico”, destaca.   

Em relação à própria trajetória, Úrsula lembra que, “nada veio embrulhado em papel de presente ou com um laço de fita vermelho. Não foi fácil mas, alcancei o respeito dos chefes e colegas de trabalho. Para chegar até aqui, conciliei dedicação, compromisso e responsabilidade”.

Para conquistar seu sonho, a jornalista abriu mão dos momentos de lazer e teve o apoio e a compreensão do marido e do filho. Além, é claro, da vontade de vencer: “A fé que tenho em Deus é meu diferencial, declara”.

 

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11 comentários sobre “Raça

  1. Realmente, a força de vontade e o compromisso com àquilo que verdadeiramente queremos é o ponto de partida principal, acreditar no seu potencial também é muito importante, e estar sujeito à críticas de pessoas que tem um histórico, uma certa experiência… Tudo é válido se for para que haja progresso naquilo que almejamos.

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  2. Rodrigo Oliveira disse:

    Eu destesto esporte, mas numa coisa eu concordo muito comela: na questã da fé. Sem ela, não há esperanças. O texto está muito bom. Parabéns!

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