O Mesmíssimo Destino

 

 

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“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; […]”

 1 Coríntios 13:11

 

Náusea. Foi isso que senti ontem, 29 de novembro de 2015, ao assistir a uma reportagem sobre atos desumanos. O tema era violência, mas havia entre uma cena e outra racismo, xenofobia, intolerância e estupidez.

É repulsivo demais… é triste demais saber que um grupo de seres humanos esfaquearam, apedrejaram e açoitaram outro ser humano até a morte.

Ao tomar conhecimento sobre o caso de um haitiano que sofreu agressões em Santa Catarina, e,  os carrascos, em sua maioria, eram jovens que, não completaram 18 anos ainda, senti medo, indignação e vergonha destes meus compatriotas idiotas…

Quanta ignorância! Quanta ferocidade! Estes e muitos outros jovens fingem não saber que, após a morte, se, antes não forem cremados, os corpos passarão pelo mesmo processo de decomposição, e, depois dos ossos descarnados é quase impossível realizar certas identificações.

Que bom seria se o povo se conscientizasse de uma vez por todas que, brasileiros, haitianos, palestinos, israelenses, ou indivíduos de qualquer outra nacionalidade, gentes endinheiradas, ou paupérrimas, após o desenterro, inevitavelmente terão o mesmíssimo destino – ficar amontoado dentro do ossuário geral de um cemitério qualquer.

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