O Velho Braga

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A construção de sentido nas crônicas de Rubem Braga é facilmente alcançada pelos leitores por causa do nível de linguagem, por causa dos assuntos abordados e, sobretudo, por causa dos posicionamentos do cronista diante das adversidades da vida.

A linguagem que Rubem Braga utiliza em seus textos é muito simples, entretanto, além de um incrível poder de síntese, algumas frases remetem à ideias ora filosóficas, ora antropológicas, ora humorísticas, ora dramáticas, mas tudo com muita responsabilidade, poesia e leveza.

Os textos reunidos em (BRAGA, Rubem. AI DE TI, COPACABANA!. 1ª ed. Rio de Janeiro: Record, 1962)  possuem quase meio século de existência e, ainda assim, parecem atualíssimos.  O autor se propõe a falar sobre o mundo que o rodeia. Os textos ora exaltam a beleza feminina, ora expressa o amor do jornalista à natureza. Nada escapa aos olhos do escritor. O velho Braga, como era chamado por seus amigos dava vazão aos sentimentos, mas, não permitia que a poesia se sobrepusesse à razão.

Uma das crônicas reunidas no livro Ai de ti, Copacabana intitula-se “A corretora de mar”.  O autor “pinta com palavras” a sedução (involuntária ou não) de uma mulher, que consegue, apesar da resistência do cronista, vender-lhe um pequeno terreno no Chile. Na crônica, Braga a descreve com tanta poesia que o charme da chilena invade os olhos e os poros de quem a lê.   

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2 comentários sobre “O Velho Braga

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